segunda-feira, 2 de julho de 2007

Desintegro

inspirações
Da família dos citrinos, o limão é um fruto sumarento pleno de perfume e sabor. Eles diferem entre si pela seu tamanho, textura e pela sua cor, que pode variar entre o verde e o amarelo. Devem escolher-se de casca fina, reluzente, pesados na mão e sem toques nem mazelas visíveis.
Na cozinha tradicional, de fusão, de autor, do Ocidente ao Oriente, o limão faz parte das mais diversas preparações. Salgadas, doces, frias, quentes, parece não haver limites para a adição do seu perfume e travo ácido.
Uma presença de tal forma trivial que por vezes nos esquecemos de como um bom limão pode fazer a diferença.

álcool
sim, gosto de beber... tem mulher que precisa viver no sereno.

nunca vi tantas luas
você sabia que dormir é como pegar uma máquina do tempo? você fecha os olhos e daí então abre e já está num novo tempo totalmente diferente. tudo pode acontecer porque... quem te garante que você está no mesmo lugar? não está. a Terra girou. tudo é completamente diferente agora. talvez os sonhos sejam a paisagem que passam pela janela da máquina. mas só estou supondo, eu não sei como as coisas acontecem de fato.

sob
não encontrava um lugar melhor pra ir dizer que parece até saudade... daí vim andando pro seu mar. está batendo um vento bom, mas não é o mesmo. parece até saudade.

desintegro
sabe o que eu virei? caminho de cinzas queimando sob... e um suspiro na água. tenho diariamente caminhado até o fundo do mais absurdo dos meus pensamentos, àquele lugar, àquela caverna cheia de pássaros selvagens (você os conhece, tantos os conhecem) onde residem as palavras, onde elas estão disformes. vou até lá e coloco os ouvidos nas paredes de pedra. the swallows flying above my head, tão rápidos! mas não fico com medo. e fico ali deitada silenciosamente somente ouvindo o revoar violento das palavras. as asas delas vão me contando, vão dizendo uma a uma, segredos vergonhosos, lembranças, fugas, indisciplinas. eu ouço. apreendo-as aspirando o ar pela boca e o meu sopro se transforma e as vígulas, os pontas as vigorosas cerdas das regras me atacam. tudo se condensa, chove, inunda, escorre água, me dissolvo e eu viro água também. invariavelmente viro água também. as marcas ou as destruições que as ondas deixam... sou eu. sou eu água, sangue, estilhaços de um silêncio insuportável.
your nimble feet make prints in my sand

a monografia (índice)
Caro professor orientador, venho por meio desta confessar-lhe que... fico reticente.

I. Contexto jurídico Imperial
1. jurisprudência do pós-Independência
2.
a Independência e o Direito Positivo
3. as raízes do Direito Romano e Consuetudinário Brasileiro
4. coexistência: a escravidão e a orientação da jurisprudência Nacional

II. A escravidão e o Direito Imperial
1. as origem jurídicas do trato escravista
1.1 escravos mouros e escravos africanos:
o uso das ordenações Manuelinas e Afonsinas
2. a condução da Constituição de 1824 e o código negro de rodapé
3. Código Penal: da humanidade do cativo
4. Código Comercial: da humanidade da propriedade

III. Os casos: subsistência e coesistência de contradições jurídicas
1. Contradição jurídica?
2. Processos do STJ: querelas inssolúveis
2.1 casos excepcionais
3. Tribunal da Relação: mais querelas insolúveis
3.1 ...
3.2 ...
3.3 ...

2 comentários:

F F Moniz disse...

Desintegração total... explosão da forma... mas os fragmentos guardam em si as identidades de cada momento... de cada sensação... do mais cerebral ao sensorial... um arco-íris de percepções... você é mt talentosa tb, Priscilla! Obrigado pela visita ao Voyeur!

Van disse...

Tudo lindíssimo! Pra variar!
Vc realmente tem o dom, muié!
hehehehe
Beijuca

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