sábado, 23 de agosto de 2008

Diálogo com o leve crescimento do caninos (ou Bela Lugosi was dead)

Um cometário muito longo para a Cris Simon do Usina, que passo pra cá porque escrever em primeira pessoa propositalmente é uma coisa que não sei como faz.

Em tempo, o Usina é dos melhores espaços. A cada vez que essa moça escreve, lá vou com meu bloco Hangtian pra anotar as referências sempre plenas duma delícia rara.

o dito

Passei na locadora e peguei Nosferatu - O Vampiro da Noite, do Herzog. Eu queria mesmo era ver o Drácula mais clássico de todos, de 1931, com o Bela Lugosi (a página oficial dele é MUITO legal. Ele mesmo dá as boas-vindas aos visitantes). Foi, por sinal, o filme que tirou o ator do anonimato, e pelo qual ele ficou conhecido mundialmente. Depois de Drácula, Bela Lugosi fez alguns filmes baseados na obra do Edgar Allan Poe (outro MESTRE) e outros, mas jamais alcançou novamente tanto fervor nas telas como em seu primeiro papel. A biografia do ator é bem interessante, embora triste. O Fantaspoa deste ano exibiu um documentário sobre a vida dele, mas a única sessão era durante a tarde, num dia de semana, horário em que medíocres mortais estão fora de seus caixões, trabalhando. Perdi. Falando em caixões, Bela Lugosi morreu (supostamente) em 1956 e foi sepultado junto com a capa de seu personagem mais famoso. Voilà, Bauhaus! Na minha opinião, a versão de Bela Lugosi’s Dead que o Nouvelle Vague regravou é melhor do que a original.

* Tentei pegar também, além de um terrorzinho, o filme que a Prill me indicou nos comentários do post anterior, Uma Janela para o Amor, mas não encontrei na locadora. Tentarei achar em outra. PORÉM aluguei um que eu queria ver faz tempo, e perdi quando estava nos cinemas: Em Paris, com o Louis Garrel, que também fez Amantes Constantes e Os Sonhadores, e o Romain Duris (Bonecas Russas é o mais famoso dele) . Vi Amantes Constantes no Guion no ano passado, e valeu MUITO a pena. É totalmente em P&B, com uma fotografia fora do sério. Duração média: três horas, e um público total de no máximo seis pessoas na sala de cinema. O DVD é uma futura aquisição. Lindo, lindo.


a resposta

Caninos na carótida! Sou totalmente apaixonada pelo Bela, mesmo que digam que ele morreu. A versão do Nouvelle Vague é perfeita, mais que a do Bauhaus que todo mundo fica aclamando como gótica. Não consigo nem sentir cheiro do gótico em Bauhaus; é depressão pura e simples.

Conheci o Bela no Ed Wood, grandessíssimo cartão de visitas. Depois fui atrás dos filmes originais dele (do Wood) e até consegui baixar o Plano 9, mas nesse, definitivamente, Bela Lugosi was dead. Tudo bem. Continuo atrás do Nosferatu; no Rio parece impossível de achar, talvez na Zona Sul, mas daí eu não poderia pagar.

Tenho o Amantes Constantes em casa, mas Cris, não sei o que há que não consigo sair da parte das barricadas, bombas, policiais, etc etc. Acho que porque fui com muita sede procurando “um outro lado” do The Dreamers, como se fosse um disco, sabe. Eu queria ouvir mais do mesmo. Em Paris é bom? Pensei em assistir da última vez que estava aqui em Londrina, mas fiquei desconfiada porque no cinema daqui só entra obras com a Cameron Diaz… desconfiei e não fui. É bacana?

Uma Janela para o Amor é impecável (e o título certo é “Room with a view”, achei que fosse window). cê gosta da Helena Bohan Carter? foi o primeiro filme dela que eu vi, depois disso se tornou minha heroína. me diz um filme ruim com essa mulher! Depois ela apareceu na minha frente como Marla Singer e quase morri. É um filme super hiper simples, até hoje sei lá o que há nele que é tão arrebatador: no início do século XX, uma mocinha inglesa viaja para Florença com sua tia solteirona (Maggie Smith, saca o elenco…) e outra espevitada (Judi Dench). Na pensão onde ficam hospedadas, conhece um rapaz excêntrico ao estilo esquizofrenia leve. Coisa boba, mas o andar da carruagem é uma vertigem. É engraçadíssimo, romântico e tanto perturbador.

(...)

beijo

(...)

e fui obrigada a voltar…

pensando aqui: Helena Bohan Carter se liga ao Tim Burton, que se siga ao Johnny Depp, que se liga ao Edward Wood Jr. e este, então, se liga ao Bela Lugosi.

3 comentários:

isasidney disse...

GARRAFA AO MAR – MENSAGEM 1



Publicar um livro é fácil. Divulgá-lo, o mais difícil. Peço a sua compreensão, ao lançar, no mar da Internet e no seu blog, a minha LUA QUEBRADA!

Um livro para mexer com sua libido. Um romance inesquecível, pela carga de amor, entrega, paixão e erotismo no encontro nada convencional entre um professor e sua aluna.

Publicação da Editora Biblioteca24x7, que comercializa obras pela Internet (edição on-line e impressa).

Buscar, na seção ERÓTICO (ÁREA, à esquerda), esta obra:

LUA QUEBRADA

Autor: Isaias Edson Sidney

ISBN: 978-85-61590-45-1

Só disponível pela Internet, no endereço abaixo:

http://www.biblioteca24x7.com.br

LUA QUEBRADA: PARA INCENDIAR SUA IMAGINAÇÃO!

http://luaquebrada24x7.blogspot.com/

crissimon disse...

Prill, ADOREI o comentário! Ia mesmo te pedir postar como comentário! Agora vou dar o link pra cá! Mas que maravilha! : )

Deixa eu ver por onde começo. Puxa, ou eu sou meio doente ou mesmo vampiros tem algo de perverso que fascina muito (pra não usar outra palavra. hahaha). Impressionante, falo do charme e do cheiro de ocultismo que essas histórias provocam. E eu sou movida a isso. Enfim, talvez por passarem o DOM e a melancolia da eternidade através dos caninos, não sei bem. No fundo, ser eterno é uma busca sem fim de todos, e eles levam isso no sangue, nas veias. Bah, adoro essas histórias.

Não conheço muito de Bauhaus, mas acho que a música na versão deles, a original, passou longe de transmitir a atmosfera gótica que o nouvelle vague conseguiu. Palminhas, clap, clap, pros últimos. Fora o restante das músicas, que eu ouço sem cansar.

Ah! Me manda teu endereço por e-mail ou msn. Gravo o Nosferatu e te mando. DVD, pode ser?

Amantes Constantes é raro. Precisa ter paciência, ele é realmente lento. Nenhuma cena de sexo, nada muito alterado, ao contrário de Dreamers, que é fortíssimo nesse ponto. Dreamers é sexual, Amantes Constantes é romantismo puro, só o ambiente cinzento e um juízo final (ah, te peguei. pra entender isso, só assistindo ao filme até o fim. é um bom incentivo).

Um amigo meu disse que tem Uma Janela para o Amor. Vou ver se ele me empresta. Fiquei curiosíssima pra ver!

Eu não me lembrava dessa cena de Vamp. Poxa, vanguarda mesmo. NUnca mais vi novelas com tanta vontade como na década de 90. Eu adorava o Gerald e a Scarlet, com a trilha deles, que era Wicked Game, do Chris Isaak. Óootima! Fico com ela na cabeça até hoje, e com o batom escuro da Scarlet (que é um bom nome para uma personagem como ela).

Pensei em falar do Tim Burton, mas no fim, meus hiperlinks tiverem uma interrupção e me esqueci dele! Bah, já viu Sweeney Todd - o barbeiro demoníaco da rua Fleet? Indico :)

Beijo, beijo!
Me manda teu endereço que te envio Nosferatu ; )

Adorei o papo digno de vários, muitos hiperlinks!

Sandra Leite disse...

esse papo de vampiro me dá uma fome...rs

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