sábado, 25 de agosto de 2007

Fatos casuais (en-fim)

Como as criações dos livros infanto-juvenis, há sempre esse ar fantástico em nada. Era sempre como se desse pra ouvir música num silêncio daqueles imensos, silêncios que eu nunca consegui realmente alcançar mesmo quando a rua está muito vazia e fico com medo se vem vindo um carro, sempre acho que pode ser assalto. É só eu girar a maçaneta que aparecem todas as invenções, das menores às que não passariam na alfândega e, esses surgimentos estão aqui segundos, segundos, outros segundos estão aparentemente e não estariam se eu não fosse silêncio. E não estariam se os criadores não fossem silêncio, não que sejam segredos; estão lá com mil bandeiras com línguas e não conseguem nunca dizer tudo dito. Daí mudos. Como as criações dos livros infanto-juvenis que só entendemos quando somos velhos, as janelas abrem as abas de forma larga e o ar fantástico devasta (a gente) como um advérbio (de modo) cheio de certeza sempre. Se pudesse dizer, faria os teus poemas; tenho esse vício por te contar meu inútil e repetitivo parágrafo de [s] venturas. Como se ser amante nascesse do susto de ver sempre o respiro.

epílogo
é como ser desse engano todo dia. se acordo.


lá fora é tudo cinza e azul. é a hora mais propícia, vê-se a olho nú.

Um comentário:

Rafael Reinehr disse...

Oi. Prill, seu blog foi escolhido como Blog da Semana. Enjoy it!

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