domingo, 5 de agosto de 2007

Cher Antoine, je suis vraiment desolé

fotografia por Isa Kantek

Je vais à la campagne. Je voyage en train
pour le montagnes, c'est un drôle de chemin!
Je vais à la plage avec des amis. Je vais faire du sport,
je vais fair du ski!


atentamente fiquei olhando pro fundo do copo e pouco vi o que tinha dentro que era daqueles vinhos aromatizados. podem deduzir que eu procurava lá o que todo idiota que quer quase ser poeta procura: as palavras, as letras, as vírgulas, alguns acentos e a inspiração que é argamassa da coisa. será que estou bebendo demais ou de menos? por que não consigo mais escrever? daí ela, sempre ela, a minha mãe, liga a TV. esta genitora fã de dança dos artistas, quer ver os artistas fazendo número de circo. olha eu aqui mãe! tentando me equilibrar no fio dum raciocínio que antes inspirava, que antes eu respirava criações às transbordes, onde agora não tem mais tanta coisa. olha! sem as mãos! não tem rede lá em baixo.
não tenho encontrado nada, nem nos dias, muito menos nas noites. nem na feira, nem entre as frutas, na rua à caminho, nem no motoqueiro que passou e levantou a viseira: morena gostosa! nem em nada.. quase achei nas lembranças mas é um custo; que não consigo tirá-las de lá. asíndeto mal composto, mal misturado! eu, as idéias e os artistas (entre aspas) fazendo números de circo. nem na bebida que acabou e eu vou pegar mais (sempre escondido, eu como e bebo escondido). o que ninguém quer, o que não é interessante é ver os tormentos do cara que escreve, mas não tem conseguido mais escrever.

foi então reconfortante ler a mensagem da Isabella, saber da ida dela ao Museum of Modern Art e as lembranças de mim que não estive nem lá, mas lembrou. No meio das vontades de eu lá (você não faz idéia do quanto eu ficaria feliz de estar lá contigo, querida Desme...). Dizia e alegrou: Fui ao MOMA com a minha irmã. Tirei algumas fotos para você - infelizmente não ficaram boas, pode recortá-las e apagá-las se quiser. Uma delas, na minha humilde opinião, representa parte do complexo universo Prill e Limão. Será que você vai achar que eu viajei total?! Vou tentar explicar: na minha opinião o L Expresso me lembra alguns aspectos da Pop Art. O Limão E é poesia, mas também é experimental e bohemian. O visual é muito Pop, mas clean, criativo também.

Acabo de ter idéias (menino com medo de dormir e as histórias de fechar olho). Deixo vocês aqui e vou mais ao vinho. Escrevo.

3 comentários:

Isabella Kantek disse...

Caramba.
Uma vez disseram assim para mim "tire esse sinal gráfico do seu texto, ele é um recurso que não pertence à palavra escrita". OK.
E o que a gente faz quando não sabe o que dizer? Como quando somos tomados por uma alegria, um contentamento sem fim?
Devia ler mais? No meu caso, concordo. Mas no momento vou deixar um........e um.......... =)))
Beijo
(mudando o temp, hein?!)

Wolverine Logan disse...

Essa busca por inspirarão já é um espetaculo em si, mas os artistas buscam algo que não se pode alcançar assim a busca não acaba nunca e nem a arte.
beijos

Sandra Leite disse...

Prill,
Você pode brindar mesmo.
É uma escritora. Brinca com as palavras, frases e sentimentos. Adoro seus sentimentos. São de uma humanidade incrível.
Beijos,

Sandra

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