domingo, 11 de março de 2007

Semanário

Visitação
O que muita gente estava esperando, há muito tempo, aconteceu essa semana...e fiquei embasbacada de descobrir que não era o show do Roger Waters e seu Dark Side of the Moon (um minuto de silêncio pela minha dor: não irei), mas a visita de BUSH, George W. ao nosso humilde country.
Desde o show do U2 eu não via tamanha peregrinação nem tamanha mobilização, só faltaram as rapariguitas mostrando os seios varonis ao líder americano que veio pr'essas bandas cumprir agenda da turnê 2007 da Casa Branca que, dessa vez, cobriu a la gente de Latino America. Quem não gostou nada foi nosso amigo Chavez que, ao contrário da galera que brincou carnaval no bloco Simpatia é Quase Amor, não acredita que Luftal irá resolver o problema de gás da Bolívia, tudo bem... não dá pra agradar todo mundo.
Distribuindo elogios à política lulítica e jurando que Brasil e Estados Unidos têm em comum o grande potencial pra liderância energética planetária - o que fez o ego do brasileiro médio inflar absurdamente, Bush causou grande furor e manifestações em sua passagem fazendo com que fôssemos parar direto e reto na primeira página do The New York Times para alegria da galera do PSTU (conhecido como Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados), que recebeu grande destaque.
Uma pena que, mais uma vez, a exemplo do Coldplay, do Aerosmith e do próprio U2, não rolou o esperado show no Rio de Janeiro. Com certeza ia bombar, opinaram uníssono os adeptos de trocadilhos sem graça. Fica pra próxima.


Balísticas
Gracinhas à parte, penso em quando foi que "paz e amor" virou algo ridículo de se dizer... Enquanto isso a imprenssa vende seus jornais e os planos de saúde pegam carona em outdoors com pombos.


FONTE.
na imagem, manifestantantes caprichando no BUSH GO HOME no The New York Times dessa quarta. Ads by Mastercard.

2 comentários:

Flávia disse...

Interesses "bushinianos" a parte, achei uma tremenda palhaçada as manifestações feitas contra a visita do presidente 'daquele' país. Não seria se tivessemos um perfil de manifestações, de sermos chatos, de não nos deixarmos dominar aqui dentro. Mas quando tais manifestações vêm de uma sociedade apática e conformista, tudo vira palhaçada. Cadê esse pessoal todo quando parlamentares e o judiciário tentam (e conseguem) aumentar seus salários, quando o Estado perde o controle com a violência, quando a população morre na fila dos hospitais, quando a educação é sucateada? Cadê?

Isabella Kantek disse...

Nossa Flávia você disse tudo!!!

Pensei numa coisa mas falo uma outra hora pelo msn.

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