quarta-feira, 14 de março de 2007

Esta é uma postagem pessoal

E num fundo raso...reinou a frivolidade.

Viajo amanhã pra não sei bem aonde, mas acredito que volto semana que vem. Nessas horas me vejo imersa nas paranóias familiares que me fazem ir com facilidade para algum parágrafo do Nelson (Rodrigues); saúde frágil, perigos da rua, acidentes de trânsito etc.
Penso que vou morrer, dessa vez vou morrer. É quase a mesma convicção que a minha vizinha tem de que o marido dela irá morrer - não passa desse mês! Ela repete com tamanha certeza que todos assistiram à Copa do Mundo um tanto aflitos aqui em casa porque ela subia, descia e repetia: dessa Copa ele não passa!
Sou como ela, juro que dalí não passo.

fomos tão longe, tão longe, pra encontrar ninguém menos que niguém. depois você me deixou sozinha, mas isso nem é interessante de verdade (um pouco mais do que aquela música que a gente ouviu no carro quando levaram o celular da sua mãe).

Então penso a respeito da morte demais. Sigo a filosofia seguinte: beba rápido pra beber mais. Trata-se de um ato insandecido de vivência cometido por certas pessoas: envolvem-se em abusos, em desvarios, em abismos e histerias. Às vezes há muito pra se beber, outras vezes não; cada ocasião é um risco de o número de garrafas serem contados para menos, do dinheiro acabar, da festa acabar. Mas isso não importa: beba rápido para beber mais, ou pra acabar logo. Não..não recomendo que ninguém faça isso, mas me auto-recomendo altamente que jamais desvie a atenção desse princípio útil, básico e ordinário.

Escolheu alguém pra amar... e a não-retribuição fez de tudo lá péssima idéia. Das festinhas às sugestões do pai, dos chás e dos beijos esporádicos em rapazes, dos pequenos prazeres solitários; tudo era decretado então ruína, tudo era decretado então fruto da má vontade de um, de um só, que lhe negara seu único capricho, a única pretensão que tivera até então na vida. As outras tantas negações menores tornavam-se doravante fantasmas de buracos que cultivava em si, doloridos ou dormentes, agora inexpressivos.



5 comentários:

Carola disse...

Hehehehe... essa é a Priss que eu conheço, com essas neuras todas...
isso é preocupação demais...

e o blog ficou realmente lindo com essa imagem ^^

Feliz disse...

"Não se pode experimentar a sensação de existir sem se experimentar a certeza que se tem de morrer, pensou. E é igualmente impossível pensar que se tem de morrer sem pensar ao mesmo tempo como a vida é fantástica."

Na falta de um comentário sobre o assunto, resolvi usar esse msm, que, aliás me parece um tanto inteligente e óbvio.

Do clássico q eu nunca terminei d ler: "O mundo de Sofia"

Flavia disse...

Eu também sempre penso na morte,de uma forma linda, como a vida.
Ótima viagem, diva.
E o corsets, já escolheu?

Carola Richardson disse...

Priss

refiz meu blog... razões estranhas pra isso... eu espero me sentir melhor.

http://afilhadofeiticeiro.blogspot.com/

Anônimo disse...

Aprendi muito

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