domingo, 6 de junho de 2010

Rafael me escreve, diz que prefere a fala e duvida dos dedos


Rafael me escreve
06 de junho
de 2010
tem aqueles com dedos mais enrolados que a língua.
nunca sei se convenço porque falo bonito ou porque nunca miro nos olhos.

com os dedos não sei dizer muita coisa; e mal convenço quando passo eles na bunda que gosto.

minha literatura tá na língua, mesmo quando guardada na boca.




E eu lhe respondo
28 de abril de 2008

então... as minhas palavras precisam dumas suas pra soarem um pouco mais que sempre disseram

(com tanto, já desentendem) e precisam reverberar no que você me permite, no que me exige. e se não no corpo, aonde? sinto no corpo, sinto e espero a dor, então preciso das palavras denotadas. você as diz.
queria completar essas frases que são bem simples (imaginei bem simples) foi assim que me esqueci do...
umas tantas vezes fiz só silêncio e você perguntou: pensando em que? perco a expressão em minutos-litros quando te amo e não relembro. uns diálogos massivos com teu olho, e outro olho que ficam olhando em cima de mim. já me vi lá: lugar verde, os cabelos espalhando, uns modos de perdição brutal

sua metalíngua na minha boca.

Um comentário:

ive negrini disse...

"Aretha, poeta não!
É só o susto lambuzando a mão
coisas de um caminho, nos olhos da alma

Ah! este mistério, sem segundo algum
Está certeza do não ser comum
As obras todas desta minha sêde
Quem abraça o peito, sem nenhuma rede

Sabe filha, poeta não!
Talvez o exagero, usando o coração
De quem provou do erro no limite
E pode ouvir a VOZ, dizendo habite"



Este foi um presente de Antonio Marcos à sua filha Aretha no seu aniversário de 15anos
Naqueles dias em que dá vontade de escrever poesia em papel de pão, em guardanapo de bar com o nome impresso, em parede branca e recibo do mc donald's
Daí, há de se respeitar a ordinária necessidade duma escrita com caneta verde bic... há de se respeitar a necessidade de voltar lá, no quintal da avó, e subir naquela árvore como nunca o fez há muito tempo atrás.

Você escreve lindamente. E falo com uma sinceridade(não mais)incômoda
Você é invejável Priscilla
Mora nas palavras

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